Há quem não goste, mas…

‘Piratas do Caribe 4’ arrecada US$ 256,3 milhões no mundo em estreia” (via @estadao). Meu texto sobre o filme (saiu no último Guia).

                              

 

Em busca da fonte da juventude

Os fãs de Piratas do Caribe devem estar com saudades das trapalhadas de Jack Sparrow, ou melhor, do Capitão Jack Sparrow (como o próprio gosta de frisar).  E aqueles que temiam que a franquia tivesse desandado com o último filme, de 2007, podem ficar tranquilos.  Piratas do Caribe 4 - que chega aos cinemas hoje (20), com o subtítulo ‘Navegando em Águas Misteriosas’ - mostra que o mapa da mina foi reencontrado.  A sequência, filmada em 3D, faz jus ao tesouro investido na produção, estimado em US$ 200 milhões.  E a renovada no elenco dá fôlego à saga.  Orlando Bloom (com seu Will Turner) e Keyra Knightley (Elizabeth Swann) saem de cena para dar lugar a Penélope Cruz.  Ela vive Angélica, um antigo amor de Jack Sparrow.  Juntos, eles saem em busca da Fonte da Juventude.  Outra participação bacana é a de Keith Richards (guitarrista do Rolling Stones), no papel do capitão Teague, pai do nosso anti-herói, que faz uma aparição relâmpago.  O resultado é melhor do que o de seu antecessor, ‘No Fim do Mundo’, ainda que o filme seja (um tantinho) longo, em seus 141 minutos.  Mas o programa vale pelas ironias, trapaças e fugas de Jack - ou melhor, do Capitão Jack Sparrow.

Buena Onda

Barbarito Torres e Ignácio Mazacote, do Buena Vista Social Club, se apresentam amanhã no Grazie a Dio!                

Hoje, saiu no Divirta-se, guia do Estadão:

                

Uma gracinha…

Hoje, recebi um release dizendo que amanhã o Fábio Jr. vai participar do programa da Hebe. Você pode pensar: “não deve existir encontro mais brega do que este”. Mas vou falar uma coisa:

No ano passado, entrevistei a apresentadora e foi uma das conversas mais legais que já tive. Ela estava prestes a gravar o seu primeiro DVD como cantora. Ela me chamava de “Carol” e gargalhava como se estivéssemos sentadas no sofá da sala dela. De brega, ela não tem nada!

Enfim, uma gracinha e segue a entrevista… 

O Rio de Saldanha

Na última sexta-feira (8), a animação Rio, dirigida pelo carioca Carlos Saldanha - que também esteve à frente de “A Era do Gelo” -, chegou aos cinemas. Apesar da imagem passada do Rio de Janeiro contrastar com as cenas vistas na televisão na semana passada, do triste episódio na escola em Realengo, vale conferir o resultado. É de deixar qualquer brasileiro orgulhoso… 

Rio entrou em cartaz em 72 países e, no final de semana de estreia, arrecadou cerca de US$ 55 milhões. 

Segue a matéria que fiz para o Guia, com uma entrevista com Carlos Saldanha. (e desculpe a maneira preguiçosa que as páginas foram colocadas aqui)!

Se estiver difícil de ler a entrevista, segue:

O diretor carioca Carlos Saldanha vive nos EUA há 20 anos, mas a vida no exterior não esfriou sua relação com o Rio de Janeiro - retratado com carinho na animação.  Em uma conversa com o Divirta-se, ele comentou (em perfeito carioquês) alguns detalhes do filme que dirigiu. Viver tanto tempo fora dificultou o trabalho? Apesar de estar há muito tempo nos Estados Unidos, meu contato com o Rio é grande.  Minha família está toda na cidade e tenho um apartamento lá - tudo isso faz com que eu não me distancie.  Mas tive de passar o espírito carioca para toda a equipe.  Explicar a maneira que eu queria mostrar o Rio é que foi um processo mais longo. A história de Blu é de superação.  Você partiu do princípio “sou brasileiro e não desisto nunca”? Isso não é só uma referência ao brasileiro em geral.  A minha própria personalidade tem um pouco disso.  O filme é um sonho que, se eu abandonasse, nunca se realizaria.  Houve desafios durante a execução da animação, mas eu não desisto fácil, não. Corro atrás. O Rio de Janeiro é mostrado como um cartão-postal.  Alguns críticos avaliam que o filme retrata uma cidade utópica.  Como você enxerga isso? Acho engraçado ouvir essas críticas, porque, quando você mostra a realidade das favelas, falam que é muito violento e que o cinema só retrata o Rio de forma negativa.  Mas, quando você faz alguma coisa legal, dizem que está bonito demais. É uma animação - nesse contexto, a cidade é mais colorida, mais poética.  Não é uma cópia fiel do que é o Rio de Janeiro na realidade. É uma aventura na cidade do ponto de vista do personagem. Qual foi a maior dificuldade em transformar o Rio de Janeiro em animação? Foi criar as paisagens marcantes dentro do tempo e do orçamento que tínhamos.  Dos detalhes do orelhão às calçadas de pedra portuguesa, passando pelos grafites nos prédios.  O próprio asfalto é remendado - não é aquela coisa perfeita… O filme ficou como você queria? A gente sempre quer mais tempo, mais orçamento.  Mas, no final, acho que a gente conseguiu chegar bem próximo do meu sonho original.  Foi uma experiência maravilhosa.

Música de terça: She’s Leaving Home - Beatles

She’s Leaving Home - Beatles

Composição: Lennon/McCartney

Disco: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Ano: 1967

photos

Não é todo anúncio de exposição que me deixa animada. Também não é toda mostra que me faz pular da cama com entuasiasmo para ir ao museu. Não que eu me orgulhe disso, mas é verdade…

O que mais me anima no calendário de 2011 - no setor de arte - é a exposição de Caravaggio, que deve ser em dezembro - no MASP. Até lá, nada me faria perder o sono!

No dia 15 de fevereiro, recebi um email que mudou um pouco essa situação. A Admirável Entretenimento, aquela empresa de marketing cultural que organizou Star Wars Exposição Brasil, traria para o país a exposição Life is a Legend - Marilyn Monroe. São 300 obras inspiradas em Marilyn assinadas por 80 artistas, de Andy Warhol a Henri Cartier-Bresson.  Como eu não iria me animar com essa notícia?

A mostra já passou por vários países e encerraria a viagem no MuBE, aqui em São Paulo. No dia 1º de junho, a atriz completaria 85 anos e a efeméride seria usada para o lançamento da exposição.

O que acontece é que o projeto não alcançou as cotas de patrocínio necessárias, então foi cancelada. Não é só uma pena, como me faz pensar em tantos eventos (ruins) que têm apoio de grandes empresas…

Mais uma vez Marilyn Monroe foi renegada. Ela que, durante a vida, lutou para receber afeto, lutou para sua beleza não ser o seu único atributo e tentou resolver a relação (e problemas) que tinha com a família. A beleza de Marilyn Monroe não foi o suficiente. E quem perde é a gente…

***

Adendo. Atualmente, na minha cabeceira: A Vida Secreta de Marilyn Monroe, do biógrafo J. Randy Taraborrelli

photo

Bom dia…
Boa sexta…

Bom dia…

Boa sexta…

video

O amor que ainda existe…

em quatro sentidos!

photos

UM OLHAR SOBRE A ILHA

Era cedo em Havana. Cinco brasileiros, que mal se conheciam, acabavam de chegar no hotel em que ficariam hospedados. Enquanto três deles entraram no Tryp Habana Libre para fazer o check in, duas das garotas - que já se conheciam - ficam do lado de fora para fumar.

A guia que os aguardava notou que faltavam duas pessoas. “As meninas já vêm, estão fumando lá fora”, informaram. “Estamos em Cuba! Elas podem fumar aqui dentro”, avisa a orientadora cubana.

Estes foram os primeiros momentos da semana que passei em Cuba. E também a primeira diferença/estranheza por qual passei. Ao acender um cigarro em lugares fechados, os brasileiros olhavam ao redor, pareciam procurar algum fiscal da lei anti-fumo ou algum dono de estabelecimento estressado, que logo pediria para se desfazer do cigarro. Mas nada disso. Em Cuba, fuma-se (e muito) em lugares fechados. Seja no lobby do hotel, no restaurante ou na balada.

Nós, o grupo de brasileiros, passamos os sete dias na Ilha. Cada vez que fomos passados para trás - por algum local ou por passeios (furados) para turistas - nos aproximávamos mais. Fosse para reclamar, dar risada ou apenas para pedir mais um mojito. Afinal, em Cuba, sempre é hora para (mais um) mojito.

Se está chovendo: “Um mojito, por favor”

Se está sol: “Um mojito, por favor”

Se alguém do grupo está atrasado: “Um mojito, por favor”

Se está indo pra balada: “Um mojito, por favor”

Se vai pedir a saideira: “Um mojito, por favor”

E esta lista poderia se estender muito (MUITO) mais… É claro que existem as variações. A cerveja Bucanero e a piña colada também protagonizaram esta viagem.

Apesar das muitas baladas (ao som de rumba e salsa), não vou dizer que a noite cubana é das melhores. Algumas festas se salvaram por cenas de amigos tentando se aproximar das cubanas, das brasileiras fugindo dos cubanos (ou não!), por tentativas de danças e… um pouquinho de álcool, como não?!

Já durante a manhã e a tarde, a vida é fascinante para nós, turistas. A arquitetura das casas, os carros, os pontos turísticos, os restaurantes, tudo parece (e está) congelado no anos 1950. Mas também há seu lado triste. Em Havana, algumas abordagens feitas por cubanos podem desestruturar você. E mesmo com alguns cubanos explicando como a vida deles funcionam, é difícil de entender.

Um ator que conheci contou: “Ganho 15 CUC por mês”. (Lá a moeda é o Peso, mas o turista usa o peso convertido, chamado de CUC - que vale quase 1 dólar). Eu estranho, já que pagamos 5 CUC para entrar em algumas baladas e 2 CUC na cerveja. “E quanto você gasta com você?”, questiono. “O governo fornece comida, mas não é o suficiente. Logo, tenho despesas fixas de 200 CUC por mês, contando alimentação e o aluguel de onde moro”, responde. Sim, a conta parece estar errada. Mas logo ele explicaria que nenhum cubano vive do salário e que a renda deles vêm de bicos, muitos bicos. Alguns também têm a sorte de ter parentes em Miami que mandam dinheiro para ajudar.

Esta é apenas uma parte da realidade que comove. Outras situações que chocaram:

-Uma velhinha andava por Habana Vieja e, ao chegar perto dos turistas, a única coisa que pedia era “um caramelo, por favor”. Uma das meninas do nosso grupo tinha uma bala de caramelo. Mas só quem viu o sorriso e a reação vai entender o que aquela bala (insignificante e esquecida no fundo da bolsa) representou para àquela senhora.

-Agora, a locação era a entrada da fábrica de rum Legendários. Uma criança vem em nossa direção. O pedido? “Você tem material escolar para me dar?”.

-Em outra ocasião, saindo da mesma fábrica (com sacolas recheadas de rum e charuto) uma senhora pede alguma coisa, QUALQUER COISA. Na correria, dou 1 CUC para ela, que só agradece, mas não demonstra comoção. Em uma das mãos, eu segurava uma garrafa de água (que estava pela metade e quente). Entrego para a velhinha e, agora sim, ela parece ter recebido o melhor presente de sua vida.

-Os táxis em Cuba são aqueles carros bem antigos e apesar de terem taxímetro, não são usados pelos motoristas. Por isso, o ideal é sempre perguntar quanto custa ir do ponto X ao Y, prática que foi muitas vezes esquecidas por nós. Certa vez, pegamos um táxi para ir do hotel para a balada e não perguntamos o preço. Quando chegamos no destino fomos cobrados: “Deu 10 CUC”. Sabíamos que este não era o preço justo, mas pagamos. Na volta, perguntamos o valor antes. “Até o hotel de vocês? Dá 5 CUC”. Ok, pagamos o dobro na ida, mas percebe que o taxista poderia ter cobrado mais? Afinal, já tínhamos usado o serviço e somos turistas. Teríamos de pagar o que fosse, mas eles parecem ter medo ou não sabem trapassear. No Brasil, isso seria bem diferente…

-Não foram poucas as vezes que os cubanos - após de nos chamarem de “hermosas” e dizerem que adoram samba - nos falavam que “a única maneira de sair daqui é se eu casar com você”.

-Em um muro de Havana estava pintado “Viva Raul”. Ao conversar com um cubano, a resposta é direta: “Ou o pintor gosta do Raul ou o Raul pagou para que, aí sim, o pintor gostasse dele. Não é a opinião de todos…”.

-Durante uma festa na casa de um cubano, na região que apelidamos de Baixo Havana, um dos locais desabafa: “O ruim de conhecer pessoas legais, assim como vocês, é que se vocês não voltarem, nunca mais nos veremos. Não podemos sair daqui”.

-Alguns cubanos parecem viver com medo de algumas situações. Um grupo deles andava com a gente, mas alertaram: “Se alguém perguntar alguma coisa, vocês têm que dizer que somos amigos há muito tempo. Não podemos nos envolver com turistas…”

Depois de Havana, fomos para Varadero. Mas a passagem por lá foi mais tranquila, com climão de Caribe mesmo. Tanto que apelidamos o nosso hotel de Sesc Varadero - sem grandes contrastes.

Esses são apenas alguns dos episódios que me lembro. E decidi registrá-los aqui, porque não quero esquecê-los…

Como se um já não bastasse…

                

Além de poder ser visto em uma tela gigante, em 3D e dublado (= tortura), Justin Bieber ganhou sua versão em cera no Madame Tussauds de Londres. Precisa?